Principal / Musculação / Equilíbrio metabólico no alto rendimento esportivo
bikes

Equilíbrio metabólico no alto rendimento esportivo

No acompanhamento de esportistas que visam alto rendimento é muito importante ter atenção ao equilíbrio hormonal e metabólico como item fundamental para se alcançar o potencial máximo do indivíduo, assim como para prevenir agravos durante o processo, que possam até mesmo prejudicar a saúde e longevidade do praticante dentro da modalidade escolhida.

A secreção de cortisol é vital dentro deste contexto, atuando desde a mobilização energética até a perfusão sanguínea muscular, e sofre influência de diversos fatores como: carga estressora total do indivíduo, qualidade do sono, alimentação inadequada em quantidade e qualidade e desajustes em outros parâmetros hormonais. É válido ressaltar como a disfunção deste eixo pode influenciar em comportamentos inadequados, como a compulsão alimentar, e na queda de rendimento (em estágio final representada pelo “overtraining”).

A testosterona pode sofrer uma queda por influência da disfunção do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (cortisol), facilitando desta forma o ganho de gordura corporal em detrimento da massa muscular, já que há uma relação entre a deficiência deste hormônio e o aumento da resistência insulínica, deixando o organismo mais propenso a este aumento de gordura. No caso da mulher, a testosterona também é um hormônio que tem sua importância sem excessos, e sua fração livre (biologicamente ativa) no sangue costuma sofrer uma queda em decorrência do uso de anticoncepcionais orais, que podem ser úteis em algumas situações clínicas devendo cada caso ser avaliado de forma individualizada.

A tireoide é uma glândula vital para o metabolismo energético e orgânico, e sua disfunção pode dificultar o alcance de uma composição corporal adequada, bem como levar a queixas de cansaço e baixo rendimento. Em muitas situações evidenciamos alterações nos exames da função tireoidiana em decorrência de um descontrole no cortisol impactando fisiologicamente nesta glândula, não sendo necessário lançar mão da reposição medicamentosa neste contexto.

Sem dúvida alguma as principais ferramentas para se alcançar o máximo de equilíbrio do organismo são a alimentação adequada em conjunto com a prática de atividade física orientada, além da correção de eventuais situações de estilo de vida como o hábito de fumar e o sono inadequado. Uma situação que muitas vezes passa despercebida é a deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais), que são cofatores muito importantes no metabolismo energético, estresse oxidativo e síntese de hormônios, sendo de muita importância atentar para o fornecimento destes pela alimentação e em muitos casos lançar mão da suplementação pontual e individualizada de alguns destes elementos (como zinco, magnésio, vitamina D, vitaminas do complexo B, selênio, entre outros). Em muitos casos, a correção destes fatores de base é suficiente para se alcançar o funcionamento ótimo do organismo, evitando o uso de recursos que possam apenas “aliviar” sinais e sintomas a curto prazo, como as prescrições hormonais sem critério ou demanda do organismo.

Deixe seu Comentário!

Sobre Felipe Pereira

Felipe Pereira
Médico - CRM-SP 171172 Médico do Esporte formado pela Residência Médica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Membro Efetivo do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) Pós graduado em Nutrologia Consultor Científico Atlhetica Nutrition felipepcsouza@gmail.com

Veja Também

biceps

7 exercícios para ter bíceps maiores

Para desenvolver uma série impressionante de bíceps você precisa trabalhar os músculos em todos os …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Shares
Close